As chuvas torrenciais no Rio de Janeiro deixaram dezenas de mortos e um rastro de lama e destruição. Segundo levantamento feito pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia dos Desastres (Cred, na sigla em inglês) a pedido da BBC Brasil, o desastre pode ser considerado o mais letal dos últimos 12 meses no mundo.
Autoridades das diferentes esferas do governo fizeram apelo para que as pessoas que moram em áreas de risco deixarem suas casas, referindo-se à necessidade de combater a ocupação ilegal em áreas de risco no Rio de Janeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, pediram, em diferentes momentos, que as pessoas que moram em áreas propensas a deslizamentos deixem suas casas.
"Todas as vítimas fatais que tivemos até agora foram de deslizamentos. Não coloquem em risco suas vidas nem a de seus familiares. Todas as encostas da cidade estão muito encharcadas e as chances de deslizamento são enormes", afirmou Paes.
O presidente Lula prometeu usar recursos do PAC 2 (Plano de Aceleração do Crescimento) para melhorar o sistema de drenagem do Rio, e fez coro com o prefeito e o governador do Estado.
"A única coisa que resta a fazer, para o prefeito, para o governador, para a Defesa Civil, é pedir para as pessoas: primeiro, quem mora em encosta, sair da encosta; quem mora em área de risco, sair da área de risco; quem mora na beira de córrego, sair da beira de córrego, e esperar a chuva parar para que a gente possa começar a resolver os problemas."